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Como usar o Amplitube no GarageBand

Para gravar instrumentos e o voz no Mac, o GarageBand é a escolha certa.

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Ubuntu Linux com cara de Mac OS X

Para quem não tem possibilidades de comprar um Mac ou mesmo um Mac OS que tal deixar seu computador ao menos parecido com este tão aclamado sistema operacional?

No Gnome podemos configurar perfeitamente estes recursos. Segue um pequeno vídeo que gravei de meu próprio Desktop configurado como no Mac. Mais abaixo ensinarei como proceder para deixar o seu igual.
CLIQUE AQUI com o botão direito e selecione “Salvar Destino Como”. (Não use plugins para ver do browser pois o filme deve ser visto em tela cheia apenas e o plugin pode cortar a imagem).

 

Primeiramente instale os mesmo temas que eu utilizei abaixo (Sistema > Preferências > Temas):
Sistema Operacional: Ubuntu Linux 5.10 Breezy
Ambiente Gráfico: Gnome 2.12
Tema GTK: Platinum
Tema Metacity: T-ish
Tema Ícones: SnowIsh (Recomendo o PNG que pesa menos. Mas você pode usar o SVG)
Wallpaper: Aquablue
Após configurar tudo isto, devemos configurar o Metacity (borda das janelas) para que os botões fiquem na ordem do Mac OS (na esquerda).
Aplicações > Ferramentas de Sistema > Editor de Configurações
Vá nas chaves: apps > metacity > general e localize a chave button_layoyt. Altere o conteúdo dela para close,minimize,maximize:menu. Isto deve dar conta.

Agora precisamos configurar para que um duplo clique na borda da janela faça com que ela se enrole e não maximize. Para isso vamos em Sistema > Preferências > Janelas. Na opção Ação da barra de título marque a opção Enrolar.

Agora vamos configurar as fontes para um tamanho um pouco menor. Vá emSistema > Preferências > Fonte. Eu coloquei tudo Verdana tamanho 8 aqui, mas você pode trocar. Recomendo usar tamanho 8, mas a fonte de sua preferência.

Agora só falta aquela barrinha bonitinha e animada abaixo. Trata-se do Gdesklets. Para instalá-lo execute o comando sudo apt-get install gdesklets. Abra o programa no menu Aplicações > Acessórios > Gdesklets e vá em Arquivo > Instalar Pacote. Instale o seguinte pacote que se encontra AQUI. Feito isto o Desklet StarterBar deve aparecer na lista. Dê um duplo clique nele e quando ele aparecer, mova o mouse até o desktop e clique la com o botão esquerdo. Vá arrastando os ícones do menu para dentro da barra e use o botão direito para editar os lançadores. Eu aqui editei todos e troquei por ícones da própria barra do Mac OS X que encontrei pela internet. Tem alguns legais AQUI.

Estamos quase lá! Agora vamos configurar o Gnome para que abra a barrinha do Gdesklets automaticamente no Login. Vá em Sistema > Preferências > Sessõese na aba Programas Iniciais adicione o comando gdesklets na posição 50.

Pronto! Você já tem um sistema igualzinho o Mac OS X na aparência. Se você ainda quiser uma Splash Screen legal para colocar no Gnome, tente ESTA AQUI.

Agradecimentos ao LaSSarD pois me inspirei num Desktop dele pra fazer o meu.

http://www.tuxresources.org/blog/?p=30

MacOS X, agora no PC

MacOS X, agora no PC

Pedro Doria

A Apple tem uma versão de seu sistema operacional que roda em PC. Em língua de gente, quer dizer que o MacOS X, pequeno milagre tecnológico que reúne a robustez do Unix e um rosto fácil, muito fácil de usar, e mais elegante e bonito do que qualquer outro no mercado pode funcionar nos computadores onde em geral se roda Windows.

A notícia não traz espanto para quem acompanha tecnologia por várias razões. Até o MacOS 9, os sistemas da Apple eram desenvolvidos para suas máquinas e apenas elas do zero, máquinas estas construídas com peças absolutamente distintas das que compõem os PCs no que toca à inteligência. Nos Macintoshes, o chip PowerPC da dobradinha Motorola/IBM, nos PCs o Intel ou similares.

Acontece que o MacOS era também fruto de um sistema cuja primeira versão veio a público em janeiro de 1984. Por mais moderno e elegante que parecesse, como qualquer software foi deixando para trás um rastro de remendos para acompanhar a nova tecnologia em máquinas. Com o passar do tempo, virou uma grande colcha de retalhos. De dez em dez anos, todo programa de computador faz por bem ser reescrito totalmente.

Foi o que aconteceu na Apple. O MacOS X leva o X no nome, e não o numeral 10, porque é um sistema zerado. No coração, é o Unix BSD, primo do Linux, desenvolvido pelos engenheiros de software da Universidade de Berkeley, Califórnia – gente entre as melhores que existem por aí. Mas como Unix é sistema para quem entende muito de computador, sobre o BSD pousou-se a camada fácil de usar, gráfica, sofisticada, que fez dos Macs o que são até hoje. (E que a Microsoft em grande parte copiou ao lançar o Windows 95.)

Só que o BSD Unix roda em Mac e em PC também. No momento em que o pedaço gráfico do sistema da Apple interage não mais com o computador, com a máquina, mas com um software, transcrevê-lo para qualquer outra plataforma onde já exista BSD Unix não é um trabalho difícil. Muito pelo contrário.

Atirando para tudo quanto é lado

A lógica de que seria fácil levar o MacOS X aos PCs da casa de 90% do mundo com computador nunca foi contestada. O que não existia, concretamente, era a informação de que o software já existia. Agora existe.

O site Slashdot (ou, para os íntimos, /.) é uma espécie de fórum para quem se dedica a tecnologia, talvez um dos sites mais populares de toda a Internet. Quem é do ramo passa por lá. Nesta semana última, quem passou e deixou sua mensagem foi um ex-engenheiro da Apple que não só viu como trabalhou num PC com MacOS X.

Nesse momento, quem junta a com b imediatamente pensa na Microsoft. O sistema Windows serve de dor de cabeça a muitos usuários e base do monopólio de Bill Gates. Se o sistema da Apple, sabidamente muito melhor, rodar nos computadores onde em geral vai Windows, então um alerta vermelho toca no quarto de Gates.

Mais ou menos, explica o engenheiro. Não é de olho na Microsoft que está Steve Jobs, presidente da Apple. É em suas mais íntimas parceiras, IBM e Motorola. Sem processador computador não funciona, e se o fabricado pelas duas, PowerPC, era fantástico no lançamento, começa a perder hoje o fôlego quando comparado aos produtos da Intel e similares. Não quer dizer que tenha perdido a batalha. Quer dizer que não está tão fácil quando já foi.

A Apple vê seu lucro dependente da venda de computadores Macintosh, não de software, como é o caso da Microsoft. Se o sistema operacional roda em computador com Intel inside, isso quer dizer que pode ameaçar diretamente seu fornecedor. Ele acaba dependendo mais dela, como fonte de renda, do que o contrário. Qualquer problema, Mac começa a rodar com chip Intel.

Não quer dizer de todo que Macs passarão a ser PCs. Outros componentes continuarão marcando a distinção entre um e outro. A lógica, aparentemente, casa.

Mas nem de longe dá para ignorar o fato de que é uma ameaça subentendida à Microsoft que está lá exposta. E há vários motivos para se levá-la em consideração.

A longa novela entre Apple e Microsoft

Há cinco anos exatos, Steve Jobs estava voltando à presidência da empresa que fundou nos anos 70 e ela ia mal. Muito mal. Os Macs, que sempre tinham sido revolucionários, estavam cada vez mais iguais a todo o resto. Perdia clientes a olhos vistos. Os poucos que ficavam, o faziam por um quê de fidelidade e principalmente porque em Macintosh também rodava o Microsoft Office.

Em termos muito simples, ainda dava para ler uma planilha de Excell e digitar um texto em Word. Ter um Mac não queria – ainda – dizer isolar-se do mundo. Ao mesmo tempo, a Apple ia muito bem num processo contra a Microsoft, por ter a empresa de Bill Gates copiado seu sistema ao fazer o Windows.

Fizeram um acordo de, ora, cinco anos. Por um lado, Gates injetava um dinheirinho, não muito, mas se comprometia a continuar atualizando o Office para Mac. Por outro, Jobs retirava a ação. Foi fôlego o suficiente para que o fundador da Apple limpasse a casa e lançasse o iMac. Aí mudou tudo. Agora, o acordão está acabando.

O Office continua absolutamente necessário à Apple mas a equação do jogo mudou. Também interessa à Microsoft produzí-lo, pois o negócio de software para Mac virou rentável. Além do mais, ela não pode deixar que coisas como o Mac acabem sob a pena de que seu monopólio fique ainda mais escancarado no ramo dos sistemas operacionais. Mau negócio para se levar em conta quando a Justiça está no seu pé.

E o diabo da empresa virou um potencial concorrente na própria casa.

Não quer dizer de forma alguma que isso vá acontecer. A Apple tem todo seu negócio estruturado para vender computador. Seus lucros e a boa imagem que cultiva hoje na Nasdaq dependem em grande parte de máquinas como o iMac original e a constância na inovação, como o belíssimo novo iMac. O atrativo de ter uma máquina Macintosh em casa repousa, em parte, em sua beleza. Mas, do ponto de vista objetivo, está na qualidade do sistema operacional, coisa que a Microsoft não consegue entregar.

Se a Apple decide partir para vender caixa de software, o negócio vira de cabeça para baixo. É outro. Vai ganhar na quantidade de cds vendidos, não mais no preço de uma máquina inteira. Trata-se de uma operação de virada que pode lhe garantir até, se os deuses do silício assim decidirem, a derrubada da Microsoft. Mas é uma dor de cabeça para engenheiro de produção nenhum botar defeito.

Sobretudo, é uma carta na manga que mexe com a imaginação.